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Desmatamento em áreas protegidas da Amazônia aumenta em maio, diz Inpe

24/05/2019

O desmatamento nas áreas protegidas da Amazônia avançou. Nas duas primeiras semanas de maio, a área desmatada já soma mais da metade de tudo que foi derrubado nos nove meses anteriores.

A cada hora, a Amazônia perde uma área verde do tamanho de 20 campos de futebol. Esse tem sido o ritmo da devastação da floresta em maio nas Unidades de Conservação federais que são áreas protegidas por lei.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre os dias 1º e 15 deste mês foram desmatados 6,84 mil hectares nessas regiões de grande biodiversidade. Em somente 15 dias, o número já está bem próximo dos 9,31 mil hectares derrubados de agosto de 2018 a abril de 2019.

Além disso, esses 6,84 mil hectares são uma área 47% maior do que a porção desmatada em todo o mês de maio no ano passado. De 1 a 31 maio de 2018, foram desmatados 4,64 mil hectares.

Segundo o coordenador do Programa de Monitoramento da Amazônia e Outros Biomas do Inpe, Claudio Almeida, neste início de 2019 foi observada uma quantidade maior do chamado "corte raso", que é a derrubada completa das árvores, ou "supressão total da vegetação".

"Quando isso acontece numa região de preservação, naquela área que já foi previamente definida como uma área importante de conservação, é óbvio que isso tem um impacto muito mais preocupante" - Claudio Almeida, do Inpe.

Impacto local

Entre as 10 unidades de conservação mais desmatadas na Amazônia, oito ficam no Pará. São parques e florestas nacionais onde só são permitidas atividades educacionais, de pesquisa e turismo. Apenas em alguns casos, populações tradicionais da região têm o direito de permanecer - e só podem explorar os recursos da floresta de forma sustentável.

Segundo ambientalistas, grileiros têm invadido essas áreas pra retirar madeira e expandir suas terras.

A Floresta Nacional do Jamanxim, no Sudoeste do Pará, é a que mais sofre com as derrubadas, segundo os dados do Inpe. Em apenas duas semanas, perdeu mais de 3 mil hectares de vegetação nativa.

A floresta é cortada pela BR 163, que está numa região de fronteira agrícola e é um importante corredor de grãos entre as regiões Centro-Oeste e Norte. Um projeto de lei em tramitação no Congresso há dois anos prevê a redução da floresta do Jamanxim, transformando parte dela em Área de Proteção Ambiental, onde as regras de ocupação são mais flexíveis.

Dados para fiscalização

O Ministério do Meio Ambiente informou que o sistema do Inpe gera alertas de desmatamento para orientar as fiscalizações do Ibama e do Instituto Chico Mendes, e que não deve ser utilizado para fins estatísticos de desmatamento.

Ainda segundo o ministério, a elaboração dos alertas pode ser prejudicada pela presença de nuvens. A pasta pretende implementar uma nova metodologia, considerada mais precisa.

O ministério também afirmou que planeja operações de fiscalização nas terras indígenas e em Unidades de Conservação no Sudoeste do Pará para prevenir e reprimir desmatamentos e garimpos.

Fonte: Portal G1
 

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